perdoe-me, Clarice, eu não sei o que faço
perdoe-me o uso indevido do teu nome e das tuas palavras
perdoe-me por não ter matado antes da necessidade de gritar
e na pressa ter vestido o corpo cru de muros e filipetas promocionais
perdoe-me a falta de ar, o excesso de paixão
perdoe-me pela verdade explícita, pelo medo de ser feliz
perdoe-me por adorar essa angústia que me devora
(oração da escrita tortuosa)
Adorei esse, pois achei assim bastante bastante original. Depois comento mais, pois estou assim sem palavras.
ResponderExcluirAmei! Bem estilo Lispector mesmo. Não é a toa que vc se identifica com ela.
ResponderExcluirA Oração está divina rs
Bjs
Clauky