sexta-feira, 26 de setembro de 2008

pistas para descaminhos


(trans)incitar, cruzar fronteiras
dissolver os pés na água do mar
pegar de vento à sombra das horas

(palavras intermináveis coladas umas às outras)

propor novos deslocamentos
com ombros estáveis, com mãos disponíveis
sob o ângulo dos remotos incontroláveis

(pistas para longos descaminhos)

desestruturar o uniforme
conter o quase-vazio diante de si mesmo
respirar o contato mútuo das retinas

2 comentários:

Raimundo Poeta disse...

Lindo poema, nossa, muito bom! Está faltando isto, brincar e inovar com as palavras. Elas existem para isso: para que possamos transgredí-las, sem contudo machucá-las.

Beijos.

Raimundo Poeta

andarilha disse...

fique à vontade, puxe o banquinho.